DIU e infertilidade: existe relação?

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A relação entre DIU e infertilidade ainda gera muitas dúvidas, principalmente entre mulheres que desejam engravidar no futuro. Apesar desse receio ser comum, as evidências atuais mostram que o DIU é um método contraceptivo seguro e não causa infertilidade. O que pode impactar a fertilidade, na verdade, são outros fatores — e não o uso do dispositivo em si.

A infertilidade é uma condição relativamente frequente e pode ter múltiplas causas, como idade, alterações hormonais, endometriose, fatores tubários ou até questões relacionadas ao parceiro. Por isso, é importante separar mitos de fatos quando se fala em DIU e fertilidade.

DIU e infertilidade: o que a ciência mostra

Quando falamos de DIU e infertilidade, o ponto central é que o dispositivo não provoca danos permanentes ao útero nem às tubas. Tanto o DIU de cobre quanto o hormonal atuam localmente para impedir a gestação, sem interferir de forma definitiva na capacidade reprodutiva.

Além disso, a fertilidade tende a retornar rapidamente após a retirada do DIU. Ou seja, a mulher pode voltar a engravidar normalmente, dependendo de outros fatores individuais, como idade e função ovariana.

Por que o mito de DIU e infertilidade ainda existe?

A associação entre DIU e infertilidade surgiu no passado, quando os métodos contraceptivos e os cuidados médicos eram menos avançados. Hoje, com melhores protocolos de inserção e acompanhamento, o risco de complicações é muito baixo.

Outro fator importante é a confusão entre causa e coincidência. Em alguns casos, mulheres que já tinham alguma condição ginecológica ou infecção não diagnosticada acabam descobrindo o problema após a colocação do DIU, o que leva à impressão de que o dispositivo foi o responsável.

DIU e infertilidade: qual é o risco real?

O principal risco relacionado à fertilidade não está diretamente ligado ao DIU, mas sim a infecções ginecológicas não tratadas, especialmente as sexualmente transmissíveis. Essas infecções podem evoluir e afetar as tubas uterinas, prejudicando a fertilidade.

Por isso, a avaliação médica antes da inserção do DIU é fundamental. Identificar e tratar possíveis infecções é uma medida essencial para preservar a saúde reprodutiva.

DIU e infertilidade após a retirada

Uma dúvida muito comum é se o uso prolongado do DIU pode dificultar a gravidez após a retirada. Na prática, isso não costuma acontecer.

A fertilidade retorna logo após a remoção do dispositivo. No entanto, engravidar depende de diversos fatores, como:

  • Idade da mulher
  • Regularidade da ovulação
  • Qualidade dos óvulos
  • Saúde das tubas uterinas
  • Fator masculino

Ou seja, se houver dificuldade para engravidar, é importante investigar outras causas além do histórico de uso do DIU.

DIU e infertilidade em quem nunca teve filhos

O uso de DIU por mulheres que nunca engravidaram também é seguro. Não há evidência de que o dispositivo aumente o risco de infertilidade nesse grupo.

Essa informação é importante porque amplia o acesso a um método contraceptivo eficaz, reversível e de longa duração, sem comprometer planos futuros de gravidez.

Quando investigar infertilidade

Se, após a retirada do DIU, a gravidez não acontece, é importante considerar uma avaliação médica. De forma geral, recomenda-se investigar infertilidade quando:

  • Há tentativa de gravidez por 12 meses sem sucesso
  • A mulher tem mais de 35 anos e tenta há 6 meses
  • Existem ciclos menstruais irregulares
  • Há histórico de endometriose ou infecções pélvicas
  • Já ocorreram abortos de repetição

A investigação deve sempre incluir o casal, já que a infertilidade pode ter origem feminina, masculina ou combinada.

Sinais de alerta após colocação do DIU

Embora seja raro, alguns sintomas após a inserção do DIU devem ser avaliados:

  • Dor pélvica intensa
  • Febre
  • Corrimento com odor forte
  • Sangramento fora do padrão

Esses sinais podem indicar infecção e precisam de acompanhamento médico imediato para evitar complicações.

Conclusão: DIU e infertilidade não são sinônimos

A associação entre DIU e infertilidade é um mito que ainda persiste, mas que não encontra respaldo na prática clínica atual. O DIU é um método seguro, reversível e não compromete a capacidade de engravidar no futuro.

Para preservar a fertilidade, o mais importante é manter acompanhamento ginecológico regular, prevenir infecções e investigar precocemente qualquer dificuldade para engravidar.

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